O vice primeiro-ministro do Iraque disse neste sábado (8) que seu país precisa que as forças militares dos Estados Unidos garantam a segurança, e advertiu que está se perdendo tempo na aprovação do novo acordo de segurança com Washington. No oeste de Bagdá, um homem-bomba matou oito pessoas e feriu outras 17 em uma barreira policial próxima de Ramadi, na Província de Anbar, informou o policial Yassin Dueich. O suicida sai de seu carro e explodiu suas vestes, segundos depois o carro também explodiu.

O ataque ocorreu em meio aos trabalhos dos oficiais dos Estados Unidos e Iraque para finalizar um acordo que possa reduzir parte das tropas norte-americanas das cidades iraquianas em 30 de junho de 2009, e finalmente retirá-las totalmente em 2012. O vice primeiro-ministro Barham Saleh, advertiu que o Iraque poderá entrar em um “período de lacuna legal” se o mandato das Nações Unidas sob as quais atuam as tropas norte-americanas que operam no Iraque expirar no final do ano, sem que um acordo tenha sido aprovado. Sem um acordo para um novo mandado das Nações Unidas, os Estados Unidos terão de cessar suas operações no país.

Na quinta-feira passada, Washington entregou sua resposta final propondo que o Iraque faça mudanças no acordo e afirmou que agora está a espera que Bagdá se mova. Saleh informou que o governo está estudando as últimas emendas propostas e expressou seu desejo de que o acordo seja resolvido “assim que possível, porque o tempo está passando”. Hoje, o primeiro-ministro do Iraque também pediu reformas na Constituição do país para que o governo central possa ter mais poder, especialmente no que se refere à segurança e outras áreas-chave.

Os comentários do primeiro-ministro, Nouri al-Maliki, que foi um dos membros do comitê que escreveu a Constituição do Iraque em 2005, parecem ter sido direcionados aos curdos, que possuem uma autonomia ampla em três Províncias no norte do Iraque. Mas também pode ter sido direcionado para os rivais xiitas que dominam nove Províncias no sul do país. “Um governo federal forte deve ser construído para ter total responsabilidade sobre a segurança, soberania e outros assuntos”, afirmou al-Maliki.