A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, declarou hoje que o ditador sírio Bashar Assad deve abandonar seu país, considerando “inadmissível” o mais recente massacre registrado. “A violência sustentada pelo regime, de que já fomos testemunhas ontem em Hama, é simplesmente inadmissível”, disse Clinton, em uma conferência com jornalistas em Istambul, na Turquia.

O regime sírio negou qualquer implicação no massacre de ontem no vilarejo de Mazraat al Qabeer, na província central de Hama, onde dezenas de pessoas morreram, e culpou “um grupo terrorista armado”, informou hoje a agência de notícias síria Sana. Segundo a agência, uma fonte oficial nessa província afirmou ontem à noite que as informações veiculadas na imprensa sobre o ocorrido não estão certas.

A fonte indicou que “um grupo terrorista armado cometeu o massacre que causou a morte de nove pessoas, entre elas mulheres e crianças”.

Massacre

Organizações de oposição ao regime afirmam que pelo menos 86 pessoas morreram na ação, que foi chamada de massacre. Caso seja confirmado, será a maior morte de civis desde o massacre de Houla, em que 108 morreram, no dia 25. De acordo com os representantes dos rebeldes sírios, forças oficiais e milícias aliadas ao regime do ditador Bashar Assad fizeram bombardeios e dispararam contra civis. Segundo os opositores, as mortes também ocorreram com o uso de armas brancas.