Líderes do grupo islâmico Hamas em Gaza anunciaram nesta terça-feira (17) que alcançaram uma trégua com Israel com o objetivo de encerrar meses de violência entre os milicianos do território palestino litorâneo e o Exército israelense.

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O anúncio feito pelo Hamas veio à tona pouco depois de a agência estatal de notícias do Egito ter informado que o acordo entraria em vigor às 6h locais de quinta-feira (zero hora em Brasília).

O governo egípcio passou os últimos meses mediando a trégua. Os esforços foram liderados por Omar Suleiman, diretor dos serviços secretos do Egito, que passou o período em contato com líderes israelenses e do Hamas.

Israel, por sua vez, recusou-se a confirmar ou a desmentir a existência de um acordo, mas assegurou que "uma nova realidade" passaria a vigorar caso rebeldes palestinos parassem de lançar foguetes na direção de seu território.

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Enquanto isso, aviões de guerra israelenses bombardearam mais três alvos no sul de Gaza nesta terça-feira.

Um dos ataques destruiu um carro no qual viajavam cinco militantes de um grupo envolvido na captura de um soldado israelense dois anos atrás.

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Os cinco militantes morreram na explosão. Uma multidão aglomerou-se em torno dos destroços carbonizados do carro. Uma poça de sangue era visível no asfalto.

Líderes do Hamas acusaram Israel de tentar minar a trégua, mas asseguraram que não permitirão que a violência faça descarrilar os esforços egípcios.

Ainda assim, a emissora de televisão do grupo advertiu que o Hamas responderá a "qualquer agressão sionista", o que evidencia a fragilidade da situação.

A agência de notícias Mena citou uma fonte no alto escalão do governo egípcio dizendo que os dois lados "aceitaram a primeira fase" do pacote mediado pelo Cairo para encerrar a violência na Faixa de Gaza.

De acordo com a fonte, essa primeira fase seria um período de "calma mútua e simultânea" em Gaza a partir das 6h locais de quinta-feira (zero hora em Brasília).