O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, afirmou hoje em Tel Aviv que “a guerra não é uma opção” e que “é preciso intervir com urgência” para obter um cessar-fogo entre Israel e os grupos armados palestinos da Faixa de Gaza.

“A guerra não é uma opção. Nunca é uma solução. É preciso intervir com urgência. Há duas palavras-chave: urgência e cessar-fogo”, declarou Fabius durante uma entrevista em Tel Aviv ao final de uma visita de um dia a Israel e aos Territórios Palestinos.

“A situação na Faixa de Gaza e em Israel é muito difícil com muitos mortos. A França quer ser um facilitador do cessar-fogo”, acrescentou. Segundo ele, a França tem uma situação específica que pode contribuir: é “amiga de Israel e tradicionalmente defende os direitos dos palestinos”.

“Esperamos avançar em direção a um cessar-fogo. Desejamos isso o mais rápido possível”, disse ainda o chefe da diplomacia francesa.

O ministro israelense das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, declarou, por sua vez: “Nossa única condição para uma trégua é que todos os grupos terroristas que atuam em Gaza cessem completamente os seus disparos”.
“Quando eles tiverem parado com os disparos, estaremos prontos para analisar as propostas (de trégua) do ministro francês das Relações Exteriores e de seus amigos”, acrescentou Lieberman em declarações transmitidas pela rádio pública israelense.

nte a sua viagem de um dia, Fabius se reuniu com os principais dirigentes israelenses, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, com o presidente Shimon Péres e com o ministro da Defesa Ehud Barak, além de Lieberman. Ele também se encontrou em Ramallah (Cisjordânia) com o presidente palestino, Mahmud Abbas.

A recente onda de ataques aéreos entrou no quinto dia neste domingo, um dos dias mais violentos do confronto.
Trata-se da maior ofensiva de Israel desde a guerra de 2008-09, que durou 22 dias e terminou com 1.300 palestinos e 13 israelenses mortos.

Segundo o último balanço do exército, ao menos 766 foguetes foram disparados contra Israel. Destes, 493 caíram no sul do país e 273 foram interceptados pelo sistema, chamado Domo de Aço.