O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) informou nesta terça-feira que enviou equipes de emergência para os países ao redor do Mali, para ajudar essas nações africanas a lidarem com um fluxo de mais de 20 mil pessoas que fugiram dos combates entre tropas do governo e tribos tuaregues. Os confrontos na região de Azawad, no norte do Mali, começaram em meados de janeiro.

Nas últimas três semanas, pelo menos 10 mil pessoas cruzaram a fronteira do Mali para o Níger, enquanto outras 3 mil fugiram para a Mauritânia e 3 mil para Burkina Faso, disse o Acnur. No Níger, cerca de dois terços dos refugiados estão na cidade de Chinegodar e muitos estão acampados ao relento ou em abrigos improvisados, de acordo com o Escritório de Coordenação dos Assuntos Humanitários. A porta-voz do escritório, Elisabeth Byrs, disse que a agência está particularmente preocupada com a pequena quantidade de alimentos que está estocada e com o fato da rota de suprimentos ter sido interrompida.

Em 17 de janeiro, AP Movimento de Libertação Nacional do Azawad e outras tribos tuaregues iniciaram uma ofensiva militar contra o governo do Mali, a maior desde 2009. As tribos tuaregues estão fortalecidas com a volta para casa de homens que combateram na Líbia a favor de Muamar Kadafi.

O Exército do Mali afirma que matou 20 insurgentes tuaregues na sexta-feira e no sábado, na cidade nortista de Timbuktu, e fez dezenas de prisioneiros. O grupo humanitário Médicos Sem Fronteiras anunciou na segunda-feira que estava interrompendo suas atividades no norte do Mali, devido à “deterioração na segurança” no país.