Dois grupos de defesa dos direitos humanos abriram um processo em Paris nesta quinta-feira pedindo que seja feita uma investigação para determinar se a Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) violou as leis de privacidade francesas ao coletar, secretamente, grandes quantidades de dados pessoais de cidadãos do país.

O objetivo é pressionar os Estados Unidos após as revelações feitas por Edward Snowden – que trabalhava como terceirizado para a NSA -, segundo as quais o governo norte-americano reuniu dados telefônicos e de internet de pessoas de todo o mundo, por razões de segurança. O processo aberto nesta quinta-feira tem como base o vazamento de Snowden, que também motivou a abertura de uma queixa semelhante em Londres, por um grupo local, na segunda-feira.

A Federação Internacional para os Direitos Humanos e a Liga dos Direitos Humanos disseram que, se as medidas de vigilância forem confirmadas, terão violado até cinco leis de privacidade francesas. O advogado das duas entidades, Patrick Baudouin, estima que milhares de franceses podem ser alvo regular das ações de espionagem.

Baudouin declarou que, embora o processo seja limitado à jurisdição francesa, ele espera que ele possa ampliar a pressão sobre os Estados Unidos. O processo, como muitas pessoas na França, não acusa a NSA ou qualquer outro órgão do governo, mas busca estabelecer a responsabilidade por eventuais violações de privacidade.

“A ação está sujeita à legislação francesa e se aplica aos cidadãos franceses, mas vai além da França”, disse ele. “Se as autoridades francesas podem determinar a responsabilidade, isso pode também beneficiar outros cidadãos europeus.”

nas de escrever, já que o uso de computadores para a preparação de documentos ultrassecretos não é seguro. Fonte: Associates Press.