Professores franceses fizeram greve hoje, na véspera de uma paralisação geral nacional convocada por centrais sindicais contra os planos do presidente Nicolas Sarkozy de elevar a idade mínima para a aposentadoria de 60 para 62 anos.

Um terço dos professores de escolas secundárias não foram trabalhar, disseram os sindicatos, mas funcionários afirmam que apenas 6% da categoria cruzou os braços, para protestar contra o corte de 7 mil empregos no setor de educação e outros planos de reforma no setor.

Mais professores e outros trabalhadores do setor privado devem se unir aos protestos amanhã. As centrais sindicais esperam reunir centenas de milhares nas ruas do país, para brigar contra as mudanças nos planos de pensão, o principal ponto das reformas de Sarkozy.

As manifestações ocorrem enquanto o presidente de centro-direita abre seus últimos dois anos de mandato, enfraquecido por um escândalo e pela baixa aprovação a seu governo. O protesto de amanhã ocorre no mesmo dia em que o Parlamento francês começa a debater a reforma na lei de pensões, apresentada pelo ministro do Trabalho Eric Woerth.

O projeto de lei prevê que a idade mínima para a aposentadoria na França suba de 60 para 62 anos até 2018. Isso elevaria a idade para a aposentadoria para os padrões internacionais, mas reverteria uma elogiada e emblemática reforma do Partido Socialista.

Estão previstos problemas nos setores de transporte, nos serviços públicos, na indústria, nos bancos e nos serviços postais franceses com a greve. A previsão é que apenas 40% dos trens de alta velocidade TGV operem, com serviços reduzidos em muitas outras linhas, informou o operador estatal ferroviário SNCF. Os trens da Eurostar entre Paris e Londres, porém, devem funcionar normalmente.

Woerth, o ministro encarregado de trabalhar pela aprovação da reforma no Parlamento, tem sido vinculado a uma série de acusações por seus vínculos com a mulher mais rica da França, Liliane Bettencourt, herdeira da L’Oreal. As informações são da Dow Jones.