Governo hondurenho exige que o Brasil entregue Zelaya

Em um pronunciamento no rádio, o presidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti, exigiu que o Brasil entregue o presidente deposto, Manuel Zelaya, às autoridades hondurenhas.

Mais cedo, em Nova York, o chanceler brasileiro, Celso Amorim, informou que o País pediu à Organização dos Estados Americanos (OEA) e aos Estados Unidos que entrem em contato com o governo de facto de Honduras para garantir a segurança da embaixada. Ele disse não acreditar que o governo golpista tome alguma medida flagrante contra o direito internacional.

O governo também impôs um toque de recolher de 15 horas depois do inesperado retorno de Zelaya ao país. O toque de recolher estipulado pelo governo teve início às 16h locais (19h em Brasília) e se estenderá até as 7h locais de amanhã.

O governo golpista alegou ter tomado a decisão por causa “dos acontecimentos das últimas horas. Depois de ter corrido a notícia de que Zelaya havia retornado ao país e estava abrigado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, milhares de pessoas foram até a frente da representação diplomática manifestar apoio ao líder deposto.

Logo depois, o Ministério das Relações Exteriores de Honduras criticou o Brasil, acusando-o de “violar as leis internacionais” ao permitir que Zelaya, “um foragido da justiça hondurenha, conclamasse publicamente uma insurreição e a mobilização política”.

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