O governo da Síria e rebeldes começaram nesta sexta-feira a retirada coordenada de cerca de 10 mil pessoas de quatro cidades sitiadas por anos, em meio à guerra civil de seis anos no país.

Cerca de 5 mil pessoas foram retiradas em 75 ônibus de duas cidades pró-governo no norte da Síria, perto de Alepo, disse Abdul Hakim Baghdadi, que ajudou a negociar o acordo. As cidades de Foua e Kfraya, de maioria xiita, têm se mantido leais ao governo sírio, enquanto a província vizinha de Idlib está sob um regime linha-dura sunita dos rebeldes.

Perto de Damasco, cerca de 60 ônibus levaram 2.350 combatentes, ativistas e familiares de duas cidades controladas pela oposição na direção de Idlib, segundo o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos e a imprensa estatal síria.

Madaya e Zabadani serão as mais recentes cidades antes sob controle da oposição que passarão a se submeter ao regime de Bashar al-Assad. Há, porém, críticas ao acordo de troca de populações, já que a Organização das Nações Unidas não supervisiona as retiradas. A ONU apurou que a saída de pessoas do leste de Alepo foi um crime de guerra, já que a operação foi feita pelas forças russa e síria em meio a uma campanha delas contra a infraestrutura civil dessa cidade.

O acordo de retirada de pessoas foi fechado em março pelo Catar, que negociou em nome dos rebeldes, e pelo Irã, que representou o governo. Fonte: Associated Press.