O ministério do Interior israelense autorizou hoje (17) a construção de 1.500 casas em Ramat Shlomo, um bairro de colonização em Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel, que os Estados Unidos condenaram em 2010, indicou uma fonte ministerial.

O projeto foi congelado depois de ter provocado uma grave crise diplomática entre Estados Unidos e Israel durante uma visita a Jerusalém do vice-presidente americano, Joe Biden, no dia 9 de março de 2010.

O comitê do ministério para a região de Jerusalém reduziu o projeto de 1.600 a 1.500 casas, e o plano deve ser apresentado novamente para cumprir com as condições de obtenção de uma aprovação final, segundo o ministério.
“Isso pode levar ainda alguns meses ou anos”, afirmou o porta-voz Efrat Orbach.

Colônias – Este anúncio acontece pouco depois da decisão de Israel de reativar o projeto de construção de casas no setor E1, perto de Jerusalém.

No último dia 29, a Palestina foi elevada a Estado observador não membro da ONU pela Assembleia-Geral da organização, por 138 votos a 9, com 41 abstenções, incluindo a da Alemanha. O Brasil votou a favor. No dia seguinte, o governo israelense anunciou a construção de 3.000 novos imóveis em colônias judaicas situadas em territórios ocupados da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental.

Boa parte da comunidade internacional considera ilegal a presença israelense em território palestino. Há também argumento de que as construções acabarão por inviabilizar a solução de dois Estados, ou seja, a convivência, ao lado de Israel, de um Estado palestino com capital em Jerusalém Oriental.

O anúncio das construções não foi a única represália anunciada por Israel. O governo do Estado judaico ainda anunciou que não vai repassar US$ 100 milhões (R$ 213 milhões) em impostos da Autoridade Nacional Palestina (ANP), em novembro. O valor é a metade do Orçamento palestino.