O governador do Tibete, Champa Phuntsok, qualificou como criminosos os participantes dos protestos dos últimos dias em Lhasa e prometeu levá-los à Justiça horas antes de expirar um ultimato imposto por Pequim para que os líderes das manifestações se entreguem. Enquanto isso, distúrbios irromperam em outras províncias chinesas. Phuntsok informou hoje que o número de mortos nos confrontos do fim de semana subiu para 16 e disse que dezenas de pessoas ficaram feridas nos choques. O governo tibetano paralelo liderado pelo Dalai Lama no exílio na Índia assegura que 80 pessoas morreram. O governador nega que o número seja verdadeiro.

As manifestações – as piores ocorridas na China em quase duas décadas – e sua disseminação para outras províncias representam um desafio para o governo chinês nos meses que antecedem os Jogos Olímpicos de Pequim. Depois de um fim de semana no qual testemunhas disseram que tiros ecoaram por Lhasa e que a política teve que isolar a cidade para impor a ordem, Champa Phuntsok assegurou que as forças de segurança não usaram armas letais, mas voltou a prometer levar à Justiça quem desafiar o ultimato de rendição imposto no sábado.