O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, anunciou a última rodada de medidas de cortes de custos militares que inclui o adiamento da compra de um novo veículo anfíbio para o transporte de soldados para a costa sob fogo inimigo. O objetivo do projeto é impedir cortes mais profundos pela Casa Branca ou pelo Congresso e mostrar que o Pentágono está levando a sério o pedido de controlar o déficit nacional.

O Departamento de Defesa é responsável pela maior parcela de gastos discricionários do orçamento do governo federal, condição que tem sido bastante protegida. Novos integrantes do movimento conservador Tea Party, entre eles o senador republicano Rand Paul, disseram que cortes de gastos militares devem ser analisados se o governo federal pretende reduzir seu déficit.

“Gates fez um bom trabalho até agora em proteger o orçamento”, disse Loren Thompson, do Instituto Lexington, sediado na Virgínia, e conselheiro de vários fornecedores de equipamentos de defesa. “Mas o déficit é enorme e as demais exigências do orçamento tão grandes que ele está começando a perder terreno”, afirmou Thompson.

Acredita-se que Gates vá anunciar ainda hoje o cancelamento de um projeto de US$ 13 bilhões para a compra de veículos de assalto anfíbios da General Dynamics Corp., chamados Expeditionary Fighting Vehicle (veículo de luta expedicionária). Outras medidas de corte incluiriam o atraso do projeto F-35 Joint Strike Fighter, segundo um analista de defesa familiar ao projeto.

As medidas são parte de um esforço mais amplo de Gates para realocar uma parcela de US$ 100 bilhões do orçamento até 2016, dinheiro que, segundo ele, deve ser reinvestido em programas para os soldados e para a modernização do sistemas de armas. Espera-se que o Departamento de Defesa faça um projeto de gastos para 2012 que não exceda US$ 554 bilhões, em vez dos US$ 566 bilhões inicialmente considerados. Os valores não incluem os gastos de guerra. As informações são da Associated Press.