Eleitores dormiram na calçada do lado de fora dos locais de votação para serem os primeiros a votar em uma histórica eleição em Gana, neste domingo (7), que pode solidificar a posição do país como uma das poucas democracias da África. Localizada entre o Togo, uma nação dirigida durante 41 anos pela mesma família, e a Costa do Marfim, um estado quebrado e que só agora está emergindo de uma guerra civil, Gana é um raro exemplo de democracia.
O candidato escolhido pelas eleições deste domingo vai marcar a segunda transferência pacífica de poder do país, um teste importante para uma democracia madura e um feito que apenas algumas outras nações africanas já conseguiram.
“O significado dessas eleições é o de que Gana dirá ao mundo: ‘Nós entendemos a necessidade de democracia e nós podemos fazer isso. Podemos fazer o certo'”, afirmou Akwasi Osei, um ganense que trabalha como professor de ciências políticas na Universidade Estadual de Delaware, nos Estados Unidos.
Estima-se que 12,4 milhões de eleitores – quase metade da população do país – votará em um candidato para suceder o presidente John Kufuor. Apesar de oito nomes estarem na disputa, a corrida acontece realmente entre o escolhido de Kufuor, Nana Akufo-Addo, do Novo Partido Patriótico (NPP), e o líder da oposição, Joohn Atta Mills, do Congresso Democrático Nacional (NDC).


