O comunicado divulgado pelo G-8 – grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia – após uma reunião de dois dias na região de Muskoka, no Canadá, condenou com veemência a Coreia do Norte por ter supostamente afundado um navio de guerra sul-coreano em março, causando a morte de 46 marinheiros. O G-8 também alertou que a recuperação global ainda é frágil, mas deixou as principais decisões sobre como restaurar a saúde da economia para a cúpula do G-20, que começou hoje em Toronto, também no Canadá.
A decisão do G-8 de condenar a Coreia do Norte superou a resistência da Rússia em endossar um relatório internacional que considera o país asiático como responsável pelo ataque à embarcação sul-coreana. Os EUA têm pressionado o Conselho de Segurança da ONU a censurar a Coreia do Norte por causa do incidente, mas a China e a Rússia vêm tentando não emitir uma opinião decisiva, enquanto fazem suas próprias avaliações sobre o caso.
Em referência a uma investigação feita por especialistas que encontrou evidências de que um submarino norte-coreano realizou o ataque, o G-8 afirmou: “Nós condenamos, nesse contexto, o ataque que levou ao afundamento do Cheonan”.
O comunicado do G-8 também emitiu um alerta para o Irã sobre seu programa nuclear, dizendo que as ambições nucleares do país representam uma ameaça à segurança mundial. “Nós estamos profundamente preocupados com a contínua falta de transparência do Irã com relação a suas atividades nucleares e sua declarada intenção de continuar e expandir o enriquecimento de urânio”. A declaração foi feita dois dias depois de os EUA e a União Europeia deixarem a Rússia nervosa ao impor sanções adicionais ao Irã, além daquelas já acertadas pelo Conselho de Segurança da ONU no início deste mês.
O G-8 também tratou do ataque de Israel à frota que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza no mês passado e disse que lamenta “profundamente” a perda de vidas durante o incidente. No comunicado, o G-8 saúda a decisão de Israel de investigar o que aconteceu, mas reitera seu pedido por uma redução das restrições à Faixa de Gaza.
Com relação à economia mundial, os líderes reafirmaram o compromisso de resistir ao protecionismo e expandir o comércio, incluindo levar a Rodada Doha de negociações para uma conclusão final. No entanto, hão houve referência à meta anterior estabelecida pelo G-20 de alcançar um acordo para Doha neste ano, um prazo que agora é considerado impossível.
Na agenda do desenvolvimento, que é a maior prioridade para o anfitrião Canadá, o G-8 alertou que a crise econômica pode ameaçar o alcance das metas de redução da pobreza até 2015. As informações são da Dow Jones.


