O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse hoje que quer retirar a nacionalidade dos imigrantes que tenham matado policiais ou funcionários públicos, como parte de uma controversa lei. Desafiando as críticas internacionais de que ele esteja atacando os estrangeiros e acenando para eleitores de extrema-direita, Sarkozy demonstrou sua determinação em avançar com uma dura iniciativa contra criminosos nascidos no exterior.

Sarkozy recuou, porém, de uma ameaça de retirar a cidadania francesa dos estrangeiros condenados por poligamia. Em vez disso, as regras serão endurecidas para evitar que esses cidadãos consigam benefícios para suas várias esposas. O comunicado do escritório do presidente afirma que o governo irá finalizar o projeto da lei “o mais rápido possível” e espera que ela passe a valer ainda este ano.

Com a nova medida, os juízes terão o poder para “retirar a nacionalidade francesa, em até dez anos da concessão da nacionalidade francesa, para aqueles que deliberadamente ameacem a vida de uma pessoa investida de autoridade pública, particularmente um policial”. O governo também buscará leis para “facilitar a deportação de estrangeiros em situações irregulares, incluindo, em algumas circunstâncias, cidadãos da União Europeia”.

A nova regra prevê a expulsão dos imigrantes quando eles “ameaçarem a ordem pública, não tiverem meios de se manter ou abusarem do direito da livre movimentação” pelos países do bloco. O comunicado não explicita nenhuma minoria como alvo, mas vem a público após Sarkozy ordenar que a polícia expulsasse centenas de ciganos romenos e búlgaros, mandando-os de volta para seus países de origem.