FMI informa que Brasil, China e Índia não sairão ilesos da crise

As recentes turbulências financeiras estão diminuindo as perspectivas para o crescimento global. Segundo o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, e o secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurria, as duas instituições irão anunciar nos próximos dias a redução de suas projeções de crescimento para os EUA, Europa e economias emergentes.

"A projeção para os EUA será reduzida e haverá conseqüências para a Europa, bem como para os mercados emergentes, com algum atraso", disse Strauss-Kahn. Ele acrescentou que economias como Brasil, China e Índia não sairão ilesas.

Entretanto, o diretor-gerente do FMI se recusou a dizer se acredita que a economia dos EUA já está em recessão. "Mas o que é verdade é que estamos experimentando uma desaceleração importante", afirmou.

Strauss-Kahn disse que países com situação orçamentária sólida têm espaço para estímulos fiscais para responder aos atuais problemas na economia, mas enfatizou que a Europa não tem tal instrumento à disposição. "Na Europa quase não há espaço para manobras", afirmou. Ele rejeitou sugestões de que as injeções de liquidez pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) provocariam um aumento das pressões inflacionárias.

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