Os 33 mineiros presos a 688 metros de profundidade no Chile completaram um mês de isolamento sem ouvir ontem o buzinaço em sua homenagem feito na superfície às 14h30 (15h30 de Brasília), hora do desabamento. A distância não os afastou, entretanto, da disputa de parentes por seus salários e doações. Diante da dificuldade de saber a quem depositar pagamentos e como dividir alimentos doados, o governo pediu aos mineiros para enviar uma mensagem indicando quem deve receber o salário de 800.000 pesos (R$ 2.800) referente a agosto.

Outra medida foi designar assistentes sociais para determinar quem tem direito às caixas de alimentos, produtos de limpeza e roupa doados por sindicatos, empresas e particulares. No dia seguinte à descoberta de que o grupo estava vivo, o empresário Leonardo Farkas doou US$ 10 mil para cada mineiro. O dinheiro foi depositado em contas que só os trabalhadores podem acessar. “Para cada mineiro, às vezes são três famílias que têm de ser consideradas”, disse a chefe dos assistentes sociais, Pamela Leyva. “E, para saber corretamente quem são essas pessoas, precisamos investigar como era a vida deles antes.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.