Família quer repatriar equatoriano morto em ataque da Colômbia

O pai de Franklin Aisalla, equatoriano morto no ataque da Colômbia realizado em 1º de março em território equatoriano, viajou nesta quarta-feira (26) para Bogotá junto a outros familiares e um representante da Defensoria Pública com o objetivo de repatriar o corpo do filho.

"Vamos trazer o cadáver do meu filho, que Deus me ajude a trazer meu filho", disse esta manhã Guillermo Aisalla, antes de partir para Bogotá.

O delegado Lênin Rosero, da Defensoria Pública do Equador, disse que espera voltar ao país com o corpo do jovem no dia 28 de março. 

"Por ordem de Cláudio Mueckay, defensor público do Equador, vou a Bogotá para realizar os trâmites necessários e colaborar para a recuperação dos restos mortais desse cidadão equatoriano", explicou Rosero. 

Aisalla morreu aos 38 anos de idade durante o ataque colombiano de 1º de março. Seu corpo foi confundido com o do guerrilheiro Julián Conrado e foi levado a Bogotá com o cadáver de Raúl Reyes, o número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que também morreu no ataque.

Segundo os familiares de Aisalla, o equatoriano não tinha vínculos com as Farc e trabalhava como chaveiro. Autoridades colombianas afirmam que Aisalla integrava as Farc e tinha o codinome de "Lucho".  

O governo do Equador considerou a morte e o transporte do corpo de Aisalla uma "violação dos direitos humanos" e pediu providências ao secretário da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.

A chanceler equatoriana, María Isabel Salvador, informou ontem que "o governo equatoriano dará todo o apoio aos familiares para iniciar eventuais pedidos de reparação pelo dano causado", mas disse que isso dependerá "da vontade da família".

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