Militantes ligados à rede terrorista Al-Qaeda atacaram um comboio da polícia argelina que escoltava trabalhadores chineses perto do local de construção de uma rodovia, mataram oficiais e feriram outros. Os militantes colocaram pelo menos duas bombas na margem da rodovia para bloquear o comboio de seis carros que passavam por El Mehir, a 210 quilômetros a leste de Argel. Repórteres que estavam no local disseram que 18 policiais foram mortos e seis ficaram feridos. O número de policiais mortos no ataque diverge.

A emboscada ocorreu ontem na principal via que liga Argel, a capital do país, ao leste da Argélia, e foram mortos 21 oficiais, segundo os jornais “En-Nahar” e “Es-Chourouk”. Um funcionário local, que falou sob condição de anonimato, disse à Associated Press que 23 policiais foram mortos e cinco foram hospitalizados na cidade de Bordj Bou Arreridj, a 245 quilômetros de Argel. Não há informações imediatas que expliquem a diferença do número de mortos. Os homens fizeram diversos disparos contra os policiais antes de roubar armas e uniformes.

O funcionário local disse que os funcionários chineses, que estavam construindo um segmento da rodovia leste-oeste, ainda não haviam se juntado ao comboio quando ele foi atacado. Não há informações sobre mortos ou feridos entre os extremistas. Autoridades argelinas não fizeram comentários oficiais sobre o ataque e as chamadas telefônicas ao consulado chinês na Argélia não foram respondidas.

Os militantes argelinos são remanescentes de uma guerra civil entre islâmicos radicais e forças do governo que matou cerca de 200 mil pessoas durante os anos 1990. Depois de o fim da guerra civil, a violência no país diminuiu, mas os linhas-duras juntaram-se à rede terrorista de Osama bin Laden em 2006 sob o nome de Al-Qaeda no Magreb Islâmico. Eles geralmente atacam forças do governo e tentam realizar ataques contra estrangeiros. Na semana passada, cinco militantes foram mortos perto de Constantine, a 430 quilômetros de Argel.