Expirou o mais recente prazo estipulado pelo Taleban para a solução de uma crise de reféns iniciada há duas semanas. Um porta-voz da milícia fundamentalista islâmica disse que o grupo tem a esperança de que o governo afegão atenda a suas exigências e afirmou que os 21 reféns ainda nas mãos do Taleban continuam vivos. Enquanto isso, o Exército afegão despejou panfletos alertando aos moradores de Ghazni que em breve haverá uma operação militar na região onde 23 religiosos sul-coreanos foram seqüestrados no último dia 19.
Entretanto, o comando militar afegão informou que a operação começará somente dentro de algumas semanas e que não há conexão com a crise de reféns, negando versões veiculadas na mídia de que haveria uma tentativa de resgate pela força. Qari Yousef Ahmadi, que identifica-se como porta-voz do Taleban em contatos com a imprensa, disse que, apesar de o prazo ter expirado, os 21 reféns restantes continuam vivos. Duas das 23 pessoas originalmente raptadas foram mortas ao longo da última semana.
Os militantes insistem na exigência de que o governo afegão liberte talebans presos em penitenciárias do país em troca da libertação dos reféns sul-coreanos. Segundo Ahmadi, duas reféns do grupo estão muito doentes e há o risco de que morram no cativeiro. Mais cedo, o porta-voz advertiu que mais reféns morreriam se o governo não libertasse pelo menos oito talebans até o meio-dia de hoje. Diversos prazos anteriores expiraram sem conseqüências, mas dois reféns já morreram nas mãos do Taleban.
Ainda de acordo com Ahmadi, o mulá Mohamed Omar, o líder supremo do grupo, indicou três integrantes do alto escalão da milícia para comandar a crise. Segundo ele, essas três pessoas tem o poder de ordenar a execução dos sul-coreanos a qualquer momento.