Os dados sobre a saúde da economia chinesa publicados nesta quinta-feira vieram amplamente alinhados com as expectativas do mercado, mas alguns índices dentro do Produto Interno Bruto (PIB) geraram preocupações por parte de analistas com os próximos trimestres.

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Mesmo tendo expandido 6,8% no 3º trimestre, a economia chinesa apontou ligeira desaceleração se comparada com o período imediatamente anterior, quando avançou 6,9%, e, para o economista Julian Evans-Pritchard, da Capital Economics, o ritmo de queda pode aumentar.

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“Uma política fiscal menos favorável e um crescimento mais lento do crédito deverá resultar numa desacelaração nos próximos meses”, afirmou Evans-Pritchard em relatório.

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Por outro lado, Evans-Pritchard destaca que o investimento em infraestrutura continua crescendo a um ritmo forte e que a recente acelerada se deve a um maior investimento no mercado imobiliário.

O dado de investimento em ativos fixos, no entanto, mostrou desaceleração, passando de 7,8% para 7,5%. O Commerzbank contraria as previsões de Evans-Pritchard e aponta que essa desaceleração está atrelada “à suavidade do mercado imobiliário, a qual deve aumentar nos próximos trimestre, representando risco para a economia”. (Flavia Alemi – flavia.alemi@estadao.com)