A polícia invadiu a embaixada da Líbia em Estocolmo nesta quinta-feira para prender sete manifestantes que haviam ocupado o prédio, rasgado imagens de Muamar Kadafi e ameaçaram cometer suicídio, pulando das janelas. Ninguém ficou ferido e não havia funcionários na embaixada, mas foi a terceira vez neste ano que exilados líbios que vivem na Suécia ocuparam o prédio desde o início da guerra civil na Líbia, seis meses atrás.

Primeiro, as autoridades enviaram um negociador para o local para conversar com os manifestantes e colocaram colchões de ar ao redor do prédio, depois que os invasores ameaçaram se jogar das janelas. Mas a polícia invadiu o local depois que eles ameaçaram iniciar um incêndio, disse o porta-voz da polícia Kjell Lindgren. A polícia deteve os sete manifestantes por vandalismo, invasão e preparação de incêndio, disse Lindgren.

O impasse teve início depois que o alarme da embaixada foi ativado e a polícia fechou a rua onde fica o prédio. Os manifestantes e um pequeno grupo de apoiadores que estava do lado de fora da embaixada, agitavam a bandeira da monarquia que governou a Líbia antes do golpe de 1969, que se tornou o símbolo dos rebeldes que lutam contra as forças de Kadafi e é conhecida como a “bandeira da independência”.

Segundo Helmi Alnadori, que testemunhou o fato, os manifestantes tomaram o comando do prédio e gritavam, jogando livros e fotografias de Kadafi pela janela. Segundo ele, a situação era “completamente caótica” quando a polícia chegou e cercou a embaixada.

Os oponentes de Kadafi na Suécia receberam permissão para hastear a bandeira da independência na embaixada em fevereiro, mas ela foi removida após a indicação de um novo embaixador leal da Kadafi. Em abril, seis pessoas foram detidas após protestos na embaixada contra a chegada do novo embaixador. As informações são da Associated Press.