O tablóide inglês The Sun revelou nesta segunda-feira (21) que alguns cães da raça Pastor Alemão serão utilizados como espiões nas ações militares do Special Air Service (SAS) — força especial do exército britânico, considerada um dos regimentos militares mais eficientes do mundo — no Iraque e no Afeganistão, após serem lançados de pára-quedas junto com as tropas.

Os cães foram adestrados para saltar de uma altura de mais de 7.000 metros, equipados com uma máscara de oxigênio. Imediatamente após a aterrissagem, os pastores serão enviados em buscas de reconhecimento para encontrar os esconderijos inimigos com pequenas câmeras de vídeo presas às suas cabeças. Graças às imagens dessas câmeras, as tropas poderão visualizar com antecipação a localização dos inimigos e, assim, evitar emboscadas.

A novidade tática foi criada para tentar deter o crescente número de baixas entre os militares britânicos durante suas ações. Nos últimos dois anos, nessas emboscadas, morreram três membros do SAS, enquanto oito ficaram gravemente feridos.

Um porta-voz, justificando a discutível utilização de cães em operações de guerra, explicou que “os cães são expostos a elevados níveis de perigo. Nenhum de nós espera que sejam mortos, mas entre a vida deles e a de um ser humano, escolhemos obviamente a segunda”.

O plano prevê que os cães aterrissem a uma distância de 32 quilômetros do objetivo, após terem planado por meia hora. Os primeiros a utilizar essa técnica foram os soldados da Delta Force norte-americana. Na Segunda Guerra Mundial, alguns cães já eram adestrados com objetivo similar.