A ex-deputada colombiana Yidis Medina pode ser beneficiada com prisão domiciliar ou liberdade condicional por ter se apresentado à promotoria colombiana na segunda-feira (28), de acordo com o jornal El Tiempo, de Bogotá. Yidis é acusada de receber suborno em 2005 para votar a favor da emenda constitucional que permitiu a primeira reeleição do presidente Álvaro Uribe. Na semana passada, ela admitiu que, na época, funcionários do governo teriam lhe oferecido cargos em troca do seu apoio à proposta, o que fez com que a Corte Suprema de Justiça da Colômbia emitisse uma ordem de prisão contra ela na sexta-feira (25).

Segundo Yidis, Uribe sabia da proposta de suborno, mas o presidente nega. "O governo persuade, não compra consciências", afirmou o líder colombiano em uma visita ao Estado de Neiva na noite de segunda-feira (28). "Não toleramos corrupção." Apesar do índice de aprovação de Uribe hoje ser de 84%, o escândalo pode minar o projeto de seus aliados para aprovar no Congresso a reforma que permitiria um terceiro mandato."

Nesta terça-feira (29), Uribe depôs na Corte Suprema de Justiça sobre um outro caso, em que ele acusa o presidente do tribunal de injúria. O processo foi aberto pelo presidente porque o juiz César Valencia disse que ele havia lhe telefonado para tentar conseguir informações privilegiadas sobre a investigação das denúncias contra Mário Uribe, primo do presidente colombiano preso por ligações com milícias paramilitares de ultradireita. Uribe nega que tenha mencionado o assunto em qualquer conversa com Valencia.

Também nesta terça-feira (29), Uribe pediu que "os líderes de esquerda" da América Latina decidam se estão "com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) ou com a democracia". O presidente colombiano acusa o venezuelano Hugo Chávez e o equatoriano Rafael Correa de apoiarem a guerrilha esquerdista.