Ex-chefe militar colombiano diz que afastamento de Chávez era inevitável

Caracas (Venezuela) – O ex-comandante das Forças Armadas da Colômbia, Harold Bedoya, disse nesta quinta-feira (22) que a suspensão dos trabalhos do presidente venezuelano como mediador entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo colombiano "tinha que acontecer", porque "ninguém é mais inapropriado para manejar um processo de paz do que o presidente (Hugo) Chávez".

Em declarações à União Rádio de Caracas, o militar aposentado disse que "chegamos a um ponto morto, acredito que isto é o melhor que pode acontecer à Colômbia, é o melhor que pode acontecer com os reféns, que não prossigam as mentiras, criando uma expectativa de que vão ser libertados, quando sabemos que essa intervenção de Chávez não vai a lugar algum".

Bedoya vinculou a ligação telefônica entre Chávez e Mario Montoya, atual chefe do exército colombiano, com uma "assessoria" de Cuba que o líder venezuelano teria recebido ontem, onde esteve "por algumas horas". A conversa entre Chávez e Montoya é apontada por Uribe como ponto definitivo para interromper a intervenção do presidente venezuelano, que teria se comprometido a negociar apenas com o próprio Uribe.

Uribe suspendeu a mediação na noite desta quarta-feira, após ter criticado durante o dia a atuação das Farc e estipulado um prazo-limite para a mediação do presidente venezuelano.

Uribe, a quem os familiares de reféns nas mãos das Farc acusam de falta de compromisso com o intercâmbio humanitário, pediu aos comandantes militares que os resgatem por meio da força.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.