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Ex-chanceler argelino é confirmado como enviado da ONU

Lakhdar Brahimi substituirá o ex-secretário-geral Kofi Annan na função

A ONU (Organização das Nações Unidas) anunciou hoje o nome do ex-chanceler da Argélia, Lakhdar Brahimi, como novo enviado especial à Síria. Ele substituirá o ex-secretário-geral Kofi Annan na função, após o ganês decidir não renovar seu mandato, que termina no próximo dia 31.

Brahimi, 78, trabalhou em posições de alto escalão na ONU e ganhou reputação como enviado especial a Afeganistão, Iraque e Haiti. Ele foi um dos responsáveis pela negociação pelo fim da guerra civil no Líbano e faz parte do grupo dos Elders, de diplomatas destacados, além de ter recebido um prêmio Nobel da Paz.

O nome do argelino já era cotado desde o anúncio da saída de Kofi Annan, feito no dia 2. Na semana passada, o diplomata pediu aos líderes mundiais que superem suas divergências e busquem uma solução para o conflito iniciado há 17 meses no país.

“O Conselho de Segurança da ONU e Estados regionais devem se unir para assegurar que uma transição política possa acontecer assim que possível”, disse o ex-chanceler argelino Lakhdar Brahimi, 78, em nota publicada no site The Elders, grupo formado por estadistas eméritos comprometidos com a paz e os direitos humanos.

“Milhões de sírios estão clamando pela paz. Os líderes mundiais não podem mais continuar divididos por cima dos seus gritos”, afirmou Brahimi, em suas primeiras declarações públicas sobre o assunto desde que diplomatas disseram, na quinta-feira, que o veterano argelino deverá substituir Annan, a não ser que haja surpresas de última hora.

“Forte apoio”

Annan, enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a questão síria, decidiu abandonar a mediação a partir do dia 31 por causa das divisões das grandes potências do Conselho de Segurança a respeito do conflito.

Rússia e China têm usado seu poder de veto para blindar o presidente sírio, Bashar al-Assad, de qualquer resolução que possa acarretar sanções contra o seu regime.

Diplomatas da ONU disseram que Brahimi informou ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que só aceitará assumir a mediação se contar com um “forte apoio”” do Conselho de Segurança.

Não ficou claro qual seria o “forte apoio” que ele espera, mas diplomatas dizem que Brahimi está compreensivelmente relutante em aceitar um trabalho no qual dificilmente obterá sucesso.

Brahimi já atuou como enviado especial da ONU em diversos conflitos internacionais, em lugares como Iraque, Afeganistão e África do Sul. O embaixador francês na ONU, Gerard Araud, que preside o Conselho de Segurança neste mês, disse que Ban deve anunciar o sucessor de Annan na segunda ou terça-feira, após consulta à Liga Árabe.

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