Os Estados Unidos retiraram a Coréia do Norte de uma lista de países considerados “patrocinadores do terrorismo”, anunciou neste sábado (11) em Washington a chancelaria americana. Os EUA “obtiveram tudo o que buscavam” em um acordo para verificar o desarmamento norte-coreano, que incluía trabalhos com urânio e plutônio, o que levou à retirada de Pyongyang da lista, disse Sean McCormack, porta-voz do Departamento de Estado americano. “Trata-se de um aspecto importante. Todos os elementos de verificação que buscávamos estão inclusos neste pacote”, afirmou ele.

Mais cedo, o negociador americano Christopher Hill, representando os países envolvidos na negociação, afirmou à AFP que um acordo havia sido fechado durante sua última visita a Pyongyang, realizada entre os dias 1º e 3 deste mês. O pacto com relação às formas de verificação abriu caminho para que o governo americano retirasse a Coréia do Norte da lista na qual acusa outros países ou grupos de apoiarem atividades consideradas “terroristas”.

O grupo liderado por Hill, que é subsecretário de Estado dos EUA, concordou com os norte-coreanos que as medidas de verificação “se aplicarão ao programa baseado em plutônio e a qualquer atividade de proliferação e enriquecimento de urânio”, disse uma fonte sob condição de anonimato.

Hill e os negociadores dos demais países envolvidos nas negociações multilaterais para que a Coréia do Norte abandone seu programa nuclear bélico também concordaram que “especialistas de todos eles podem participar das atividades de verificação”, prosseguiu a fonte.

Além dos EUA e da Coréia do Norte, participam das negociações representantes da China, da Coréia do Sul, do Japão e da Rússia. Os participantes também observaram que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) “terá um papel consultivo e de suporte importante durante a verificação”. Pelo acordo, “os especialistas terão acesso a todas as instalações declaradas e, com base em entendimento mútuo, a locais não declarados”, prosseguiu a fonte que depois divulgou os detalhes do acordo. As informações são da Dow Jones.