Um militar norte-americano foi morto hoje no Afeganistão, o que equiparou o número de baixas de agosto às registradas em julho, o mês mais mortífero para o militares em oito anos de guerra.

Essa morte elevou para 44 o número de baixas de soldados norte-americanos no Afeganistão neste mês, mas ainda faltam quatro dias para o fim de agosto. O comunicado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Cabul informa que o militar norte-americano morreu no sul do Afeganistão quando uma patrulha respondeu a um ataque com bombas e tiros. Nenhum outro detalhe foi fornecido.

Mais de 60 mil tropas norte-americanas estão no país – um número recorde – lutando contra a violência insurgente. O número de bombas colocadas à beira de estradas por militantes em todo o país disparou.

As forças norte-americanas foram deslocadas para áreas novas e mais sangrentas, em parte para ajudar a manter a segurança durante as eleições presidenciais, realizadas no dia 20 deste mês.

O principal comandante norte-americano no Afeganistão, general Stanley McChrystal, divulgou sua nova estratégia de contrainsurgência hoje, dizendo que o suprimento de militantes é “efetivamente infinito” e que as forças dos Estados Unidos e da Otan precisam ver o país pelos olhos de seus moradores. McChrystal disse que “precisamos mudar a forma como pensamos e operamos”.

Ele disse que espera estabelecer a nova abordagem para a contrainsurgência, na qual os soldados farão da segurança dos moradores sua principal prioridade.Ele pediu às tropas que pensem como eles esperariam que um Exército estrangeiro operaria em seus países de origem, “em meio às suas famílias e suas crianças e ajam de acordo” para tentar convencer a população afegã.

A violência está crescendo no Afeganistão e em queda no Iraque, onde quase o dobro do número de soldados continua em operação. Cinco militares norte-americanos morreram no Iraque neste mês, três a menos do que em julho.