Mais de seis milhões de estrangeiros entraram nos Estados Unidos nos últimos quatro anos, tentando residir no país de forma legal ou clandestina, apesar da desaceleração econômica e o aumento do desemprego, o que elevou a população de imigrantes a um recorde de 34 milhões até março passado.

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Os números constam de uma pesquisa do Center for Immigration Studies (CIS), baseada em "dados ainda não divulgados pelo departamento do Censo". Segundo o estudo, intitulado "A economia se desacelerou, mas a imigração não", o país registrou a entrada legal de 4,3 milhões de imigrantes desde 2000, quando se realizou o último censo nacional. O total de habitantes dos Estados Unidos é de 300 milhões.

Além dos imigrantes formais, o instituto estima que cerca de dois milhões de estrangeiros entraram clandestinamente no país. Baseando-se nos números convencionalmente aceitos sobre a população estrangeira ilegal, em torno de nove milhões de pessoas, o CIS indicou que pelo menos 10% de imigrantes clandestinos não foram levados em conta no último censo.

Os autores da pesquisa declararam-se perplexos com o crescimento no número de imigrantes, apesar do aumento no índice de desemprego entre a comunidade estrangeira. "O ritmo da imigração é surpreendente, pois a taxa de desemprego entre imigrantes cresceu de 4,4% a 6,1% nos últimos anos", assinalou o estudo.

Mesmo com os visíveis golpes no chamado "sonho americano", entre 2000 e 2004 entraram nos EUA cerca de 6,1 milhões de imigrantes, tanto legais como ilegais, indicou o relatório. Esse total supera os 5,5 milhões de estrangeiros que se radicaram no país entre 1996 e 2000, quando a economia do país apresentava forte expansão.

"A idéia de que a imigração é um processo auto-regulado, que sobe e desce em estreita relação com a marcha da economia, é simplesmente equivocada", comentou Steven Camarota, diretor de pesquisas do CIS. "Em alguns casos, estar desempregado nos Estados Unidos é ainda pior que continuar no seu próprio país", ressaltou.

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