A Casa Branca prepara um pacote de medidas para expandir as oportunidades para cidadãos norte-americanos viajarem a Cuba. Funcionários do governo e congressistas confirmaram nesta terça-feira, sob a condição de anonimato, que o objetivo é reduzir as restrições às viagens de cunho acadêmico, religioso e cultural adotadas durante o governo de George W. Bush e restaurar as “políticas pessoais” criadas por Bill Clinton.

As novas políticas não encerrarão o embargo econômico em vigor nem permitirão que turistas norte-americanos visitem o arquipélago comunista. Analistas políticos afirmam que as mudanças podem ser um marco significativo na política dos EUA para Cuba. Parlamentares alertam que o assunto é sensível e poderia ter consequências nas eleições legislativas de novembro.

Desde que assumiu o poder, em 20 de janeiro de 2009, o presidente Barack Obama tem aliviado, com cautela, as restrições impostas pelos EUA a Cuba. No ano passado, seu governo autorizou cubano-americanos a enviar dinheiro e visitar parentes em Cuba. Em seguida, retomou o serviço postal.

As medidas, que devem ser anunciadas até o fim da próxima semana, segundo as fontes, podem ainda ser uma resposta dos Estados Unidos à libertação de 23 presos políticos promovidas por Cuba nas últimas semanas.

Hoje, três opositores cubanos chegaram a Madri, iniciando uma segunda fase no processo de libertação de presos políticos enviados para a Espanha, após um acordo fechado entre a Igreja católica e os governos de Cuba e Espanha.

Marcelo Cano Rodríguez, Efrén Fernández e Regis Iglesias Ramírez viajaram com suas famílias. O presidente Raúl Castro prometeu libertar, ao todo, 52 dissidentes.