A indústria do tabaco, ao menos até 2001, tentou desacreditar as pesquisas que demonstravam o efeito cancerígeno do fumo nos pulmões dos fumantes, denunciou a revista médica americana "The Lancet".

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Dirigentes dessa gigantesca indústria deram dinheiro a alguns pesquisadores e conselheiros para que desacreditassem os diversos estudos que se realizaram a respeito.

"O emprego de conselheiros e pesquisadores para que omitam declarar sua conexão com a indústria do tabaco e critiquem pesquisas sérias é uma das manobras principais dessa indústria", comentou Peter Boyle, diretor do Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer, que é uma agência da Organização Mundial da Saúde (OMS) com sede em Lyon, na França.

Boyle qualificou essas pessoas "no melhor dos casos, contrárias à moral e, no pior, como muito vis".

A pesquisa do professor Stanton Glantz, da Universidade da Califórnia, que foi publicada na revista "The Lancet", se baseia no exame de 43 documentos confidenciais da indústria do tabaco, centrados em dados de pesquisas sobre os efeitos do fumo no gene p53. Esse gene é predisposto à supressão dos tumores, mas se é alterado sob o efeito do fumo leva a uma proliferação anárquica das células

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