Seis prisioneiros da Baía de Guantánamo foram transferidos para o Uruguai, disse neste domingo o governo americano, dando prosseguimento a um acordo que foi adiado por meses, devido a preocupações de segurança no Pentágono e considerações políticas no país da América do Sul.

Os prisioneiros são os primeiros transferidos da base americana em Cuba para a América do Sul. O evento ocorre em meio a um impulso renovado do presidente Barack Obama para fechar a prisão.

O presidente do Uruguai, Jose Mujica, concordou em aceitar os seis homens – quatro sírios, um tunisiano e um palestino – como um gesto humanitário.

Todos os seis foram presos em 2002, devido à suspeita de serem militantes ligados à al-Qaeda, mas nunca foram acusados. “Estamos muito gratos ao Uruguai por esta importante ação humanitária, e ao presidente Mujica por sua forte liderança ao fornecer um lar a indivíduos que não podem retornar aos seus países”, disse o representante do Departamento de Estado americano, Clifford Sloan.

Mujica aceitou receber os homens em janeiro. Oficiais do governo Obama ficaram frustrados com a demora para a transferência acontecer e acusaram o secretário de Defesa, Chuck Hagel, por não aprovar a mudança antes. Eles disseram que o acordo ficou durante meses sobre a mesa de Hagel, à espera de sua assinatura, exigida por lei. Porém, o Pentágono não enviou a notificação de transferência ao Congresso antes de julho.