O Departamento de Estado dos EUA condenou neste domingo, “nos termos mais fortes possíveis”, o ataque com caminhão que matou quatro militares israelenses. A União Europeia também condenou o atentado e “qualquer elogio ou incitação a ataques terroristas”. Um palestino atirou o caminhão que dirigia contra um grupo de soldados israelenses em um local turístico popular de Jerusalém neste domingo. O ataque feriu outros 17 militares.

A Casa Branca divulgou sua própria condenação do atentado. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Ned Price, disse que as autoridades norte-americanas “oferecem total apoio aos nossos parceiros israelenses” na determinação dos responsáveis pelo crime. “Tais atos covardes nunca podem ser justificados, e pedimos a todos que enviem uma mensagem clara e inequívoca de que o terrorismo nunca deve ser tolerado”, disse Price.

O ataque ocorreu ao longo de um ponto no bairro Armon Hanatziv que oferece uma vista deslumbrante da cidade. O exército israelense disse que os soldados estavam participando de uma viagem educacional. Três cadetes e uma oficial foram mortos. Dos quatro mortos, três eram do sexo feminino.

O ataque ocorreu em um momento de fortes tensões em Jerusalém. Ao visitar o local de ataque, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que há forte evidência de que o agressor era um defensor do Estado Islâmico e sugeriu uma ligação com ataques anteriores com veículos na Europa. “Sabemos que há uma sequência de ataques terroristas. Definitivamente, poderia haver uma conexão entre eles, da França a Berlim e agora Jerusalém”, afirmou. Netanyahu não apresentou evidências para apoiar a alegação.

O agressor foi identificado como Fadi Qunbar, de 28 anos, do bairro palestino de Jabel Mukaber, no leste de Jerusalém – perto do local do ataque. O bairro tem esporadicamente sido palco de violentos confrontos entre residentes e forças de segurança israelenses. Netanyahu ordenou o fechamento do bairro. A mídia israelense disse que o gabinete de segurança decidiu destruir a casa do agressor e adiar a liberação de seu corpo.

Parentes e vizinhos disseram que Qunbar, pai de quatro filhos, praticava uma versão ultraconservadora do Islã, conhecida como salafismo, e não tinha laços conhecidos com grupos militantes. O salafismo é dividido em linhas pacíficas e violentas – no caso das últimas, promove ideias próximas às do Estado Islâmico. Nem o Estado Islâmico nem outro grupo reivindicaram o ataque deste domingo. Fonte: Associated Press.