Os governos de Estados Unidos e China encerraram nesta quinta-feira uma série de encontros anuais de alto nível sobre segurança e economia destacando os aspectos positivos dos contatos, mas não sem antes trocarem farpas em relação ao caso do ex-agente norte-americano Edward Snowden e a questões de direitos humanos.

As duas maiores economias do mundo anunciaram hoje planos de negociar um tratado bilateral de investimento e promoverem a cooperação no combate às mudanças climáticas. No entanto, o subsecretário de Estado norte-americano William Burns queixou-se com relação à maneira como o caso de Edward Snowden foi tratado pelas autoridades chinesas.

Snowden fugiu para Hong Kong depois de vazar informações sobre vastos programas ultrassecretos de espionagem eletrônica desenvolvidos pelos EUA. Em 23 de junho, Snowden fugiu de Hong Kong num voo com destino a Moscou.

“A maneira como a China conduziu esse caso não foi consistente com o novo tipo de relacionamento que queremos construir”, disse Burns.

Yang Jiechi, integrante do Conselho de Estado da China, respondeu que a atuação de Pequim foi “irrepreensível”.

Yang também rejeitou críticas norte-americanas em relação ao direitos humanos de minorias no Tibete e em Xinjiang. Segundo Yang, as pessoas dessas regiões “levam vidas felizes e gozam de liberdade e direitos sem precedentes”.

E acrescentou: “Esperamos que os Estados Unidos resolvam seus próprios problemas em relação aos direitos humanos”. Fonte: Associated Press.