Os Estados Unidos expressaram preocupação com a notícia de que dezenas de ativistas, incluindo 19 americanos, podem ser julgados no Egito sob a acusação de estarem distribuindo recursos ilegais para grupos pró-democracia.

“Estamos profundamente preocupados com essas notícias e estamos tentando esclarecê-las junto ao governo do Egito”, disse Victoria Nuland, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, em Shannon, Irlanda. Ela acompanha a secretária de Estado, Hillary Clinton.

Autoridades do Egito informaram que irão levar a julgamento ao menos 43 pessoas, muitos deles estrangeiros, incluindo americanos, que trabalham em organizações não governamentais, sob acusação de financiamento estrangeiro ilegal. Representantes de ONGs americanas no Cairo disseram não saber se o encaminhamento das acusações a um tribunal levaria à prisão desses funcionários, mas eles terão que se apresentar à corte egípcia para serem formalmente citados.

Entre os americanos acusados está Sam LaHood, chefe do Instituto Republicano Internacional, que tem escritório no Cairo. Ele é filho do Secretário de Transportes dos EUA, Ray LaHood, o republicano mais bem colocado na administração Barack Obama. De acordo com a Associated Press, outros 18 americanos seriam alvo de acusações. As informações são da Dow Jones.