Foi inaugurada nesta quarta-feira (29) em Londres, na Inglaterra, uma estátua em homenagem ao líder negro Nelson Mandela, responsável pelo fim do regime Apartheid na África do Sul. Mandela, que participou do ato na Praça do Parlamento, considerou o monumento um tributo a todos que resistem à opressão, principalmente em seu país. A estátua de bronze de 2,75 metros de altura foi instalada próxima às de Abraham Lincoln e Winston Churchill.

A campanha para que houvesse uma estátua de Mandela em Londres foi lançada há sete anos pelo jornalista sul-africano Donald Woods, enviado ao exílio por sua oposição ao Apartheid. O prefeito de Londres, Ken Livingstone, defendeu que a escultura, feita por Ian Walters, fosse colocada em Trafalgar Square, onde houve vigília constante para que Mandela fosse libertado nos tempos do regime racista, mas o Conselho de Westminster, com poder de decisão sobre o tema, decidiu que a Praça do Parlamento seria mais apropriada.

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, disse considerar adequado que a estátua de Mandela, a quem chamou de "o grande libertador", ficasse ao lado da do ex-presidente norte-americano Abraham Lincoln, "o grande emancipador", e da de Winston Churchill, primeiro-ministro britânico na época da Segunda Guerra Mundial.

"A história da luta na África do Sul é rica em heróis e heroínas alguns deles líderes, outros seguidores. Todos merecem ser lembrados", afirmou o ex-presidente sul-africano. Apesar da saúde fragilizada, Mandela falou claramente e convidou os presentes para celebrar seu aniversário de 90 anos, em 2008, em evento em apoio aos esforços de combate à aids no Hyde Park, em Londres.

Mandela personificou a luta da maioria negra da África do Sul pelo fim do regime de segregação racial no país. Ele passou 27 anos na cadeia, até 1990. Posteriormente, negociou a transição da África do Sul para a democracia e foi presidente até 1999.