A Espanha não vai apoiar um pacote de resgate temporário para a Grécia antes que Atenas feche um acordo sobre um detalhado programa de reformas com seus credores, afirmou hoje o ministro de Finanças espanhol, Luis de Guindos.

Nos primeiros comentários feitos desde que a Grécia rejeitou a última proposta de medidas de austeridade dos credores, em plebiscito realizado ontem, Guindos disse que Atenas tem todo o direito de pedir um terceiro resgate e que o governo espanhol seria a favor disso.

Guindos, no entanto, mostrou pouca disposição de aceitar reduções na dívida grega, como pede Atenas, e acrescentou que a Grécia precisa fazer múltiplas e “inevitáveis” reformas econômicas, às quais o governo esquerdista do país tem demonstrado resistência. Ele também afirmou, porém, que a saída do país da zona do euro deve ser evitada.

A fala de Guindos sobre dívida contrasta com a posição do ministro de Finanças da França, Michel Sapin, que mais cedo sugeriu que a busca de uma abordagem para aliviar a dívida da Grécia pode ser uma maneira de retomar as discussões.

Guindos, que é um dos integrantes mais moderados do governo espanhol no que diz respeito a Atenas, disse ainda que a Grécia deve à Espanha 26 bilhões de euros (US$ 28,9 bilhões) de pacotes anteriores.

Os comentários de Guindos vieram após a segunda maior autoridade do governista Partido Popular, Fernando Martínez-Maíllo, dizer que o plebiscito grego foi inútil e que a votação levou a um impasse político que “não poderia ser mais complexo”. Fonte: Dow Jones Newswires.