O Equador vai sugerir que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) apóie a Venezuela na disputa judicial com a petrolífera americana ExxonMobil, disse o ministro do Petróleo equatoriano, Galo Chiriboga.
Ao chegar à reunião da Opep, Chiriboga também disse aos jornalistas que o Equador suspendeu a força maior sobre as exportações de petróleo de seu principal oleoduto. Na semana passada, o oleoduto havia sido fechado, depois de se romper por causa de um deslizamento de terra nos Andes. Na última sexta-feira (29), o Equador declarou força maior, uma cláusula contratual que protege uma das partes de responsabilidade caso não possa cumprir com as obrigações devido a fatores que vão além do seu controle. "Isso está superado", disse Chiriboga. "Estamos operando sem complicações a partir de hoje".
O ministro disse que seu país iria propor que a Opep apóie sua aliada e vizinha, a Venezuela, na batalha jurídica contra a Exxon. A Venezuela havia declarado que levantaria a questão no encontro da Opep, como parte de sua tentativa de conseguir amplo apoio contra a companhia americana. Não está claro, porém, se o país conseguirá tal apoio ou de que forma isso poderia ocorrer.
A Exxon e a Petróleos de Venezuela (PDVSA) estão envolvidas em uma batalha jurídica acerca de um projeto multibilionário de petróleo na Bacia do Orinoco, que foi nacionalizado pelo presidente Hugo Chávez no ano passado. A Exxon, que saiu da Venezuela, reclama uma compensação por seus investimentos e conseguiu uma ordem de embargo sobre mais de US$ 12 bilhões em ativos da PDVSA. As informações são da Dow Jones.