Quito – O governo equatoriano voltou a afirmar nesta segunda-feira (28) que os supostos ataques guerrilheiros contra uma região fronteiriça da Colômbia no fim de semana partiram de território colombiano – e não do Equador, como acusa Bogotá.

"Não há nenhuma confirmação (de que o ataque tenha partido de território equatoriano), o soldado colombiano foi ferido em solo colombiano. Haverá a resposta necessária no terreno diplomático", declarou Javier Ponce, ministro da Defesa do Equador.

O vice-ministro de Ponce, Miguel Carvajal, também afirmou que os conflitos entre forças militares e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se deram na Colômbia e não no Equador.

Segundo Carvajal, os soldados da Quarta Divisão do Exército "Amazonas" disseram que os combates aconteceram em Teteyé, área colombiana.

Além disso, comentou que o exército do Equador encontrou entre sexta-feira e sábado pelo menos três bases de grupo ilegais colombianos no país.

Carvajal também lembrou que o governo da Colômbia deve fornecer a Quito as provas sobre a riqueza que as Farc acumularam no Equador.

"Sua obrigação (de Álvaro Uribe, presidente da Colômbia) é nos dar as informações para fazermos investigações e aplicarmos a lei, porque não se pode tolerar atividades ilícitas no Equador", afirmou o vice-ministro.

De acordo com o general Mario Montoya, comandante do exército colombiano, houve no sábado um suposto ataque das Farc vindo de solo equatoriano, no qual cinco botijões de gás cheios de explosivos foram lançados até Teteyé, cidade fronteiriça entre os dois países. No mesmo dia, autoridades equatorianas desmentiram tal versão.