Em um mês, argentinos retiram US$ 2 bi dos bancos

No meio do clima de incertezas econômicas e políticas provocado pela crise do governo de Cristina Kirchner com os ruralistas, os argentinos – assustados pelo futuro – foram nos últimos meses aos bancos retirar depósitos em pesos para transformá-los em dólares. Em apenas quatro semanas, os bancos privados na Argentina perderam 6,018 bilhões de pesos, o equivalente a quase US$ 2 bilhões, segundo informou o relatório mensal do Centro de Economia e Finanças para o Desenvolvimento da Argentina (Cefid-Ar).

A queda dos depósitos no setor financeiro privado, registrada entre o final de abril e os últimos dias de maio, foi a maior ocorrida na Argentina nos últimos seis anos. Entre os dias 23 de abril e 23 de maio, a fuga de depósitos foi de 4,9% nas contas correntes. Nas cadernetas de poupança, a retirada atingiu 6,5%. Os prazos fixos sofreram uma drenagem de 4,2%. Com esta fuga, os depósitos em pesos caíram de 139.199 milhões (US$ 44,902 bilhões) para 133.181 milhões (US$ 42,96 bilhões).

Fontes do mercado sustentam que grande parte dos fundos retirados foram utilizados para a compra de dólares, já que a moeda americana é o tradicional refúgio dos argentinos há quase quatro décadas. Motivos existem, já que desde 1975 o país teve uma crise econômica grave a cada sete anos.

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