Pouco depois da morte de Manuel Marulanda, fundador e líder máximo da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a chefia do Exército de Libertação Nacional (ELN) propôs um "urgente" intercâmbio e a "soma" de idéias sobre o movimento insurgente colombiano. O ELN é a segunda maior guerrilha de esquerda da Colômbia. A proposta está em uma mensagem do comando central da ELN, datada de 26 de maio, vinda das "montanhas da Colômbia". O texto foi postado no site "Voces de Colombia", difusor de comunicados do agrupamento rebelde.
"No ELN estamos seguros que a partida do comandante Marulanda ou de qualquer outro dirigente das Farc não afeta sua capacidade nem suas diretrizes estratégicas", afirmou a guerrilha na nota. Marulanda, apelidado de Tirofijo (tiro certeiro), morreu aos 78 anos no dia 26 de março. Segundo a guerrilha das Farc, a causa da morte foi um enfarte.
Os rebeldes da ELN não indicaram se queriam unir fileiras ou realizar uma reunião entre os comandos para discutir estratégias. Ainda que a ELN e as Farc tenham operado em regiões comuns e ambos tenham participado de negociações de paz com o governo colombiano, na década de 1990, ambos têm diferenças. Entre elas estão desde o tema do financiamento dos grupos até em quais condições poderia ser retomado o diálogo com o governo.


