Os eleitores fizeram longas filas desde o amanhecer do dia de hoje nas seções eleitorais da África do Sul. As eleições gerais geram grande expectativa no país, naquela que tem sido considerada a mais importante disputa desde as primeira eleições após o fim do regime segregacionista do Apartheid, em 1994. O favorito para a vitória é o líder do Congresso Nacional Africano, Jacob Zuma, que superou escândalos de corrupção e abuso sexual. Zuma afirma estar disposto a estabelecer um novo governo que gere uma “mudança visível”, para melhorar o nível da maioria negra do país.

O Congresso Nacional Africano provavelmente terá uma vitória folgada nas eleições parlamentares. O Parlamento, por sua vez, elege o presidente, o que deixaria Zuma, um dos líderes mais populares na história da sigla, na posição de ocupar o cargo quando a nova assembleia eleger seus novos dirigentes, em maio. A oposição tem buscado caracterizar Zuma, um ex-guerrilheiro que enfrentou o Apartheid, como um político corrupto e antidemocrático. Já o Congresso Nacional Africano vê em Zuma, de 67 anos, seu primeiro líder com um grande carisma desde Nelson Mandela, primeiro presidente do país (1994-99) após o fim do regime racista do Apartheid.