Dezenove candidatos irão participar da próxima eleição presidencial no Sri Lanka, país de pouco mais de 20 milhões de habitantes. A disputa, antecipada em dois anos pelo presidente Mahinda Rajapaksa, tem como objetivo garantir a ele um inédito terceiro mandato em meio a críticas dentro e fora do país sobre corrupção, nepotismo e até crimes de guerra.

Rajapaksa governa o país desde 2005, e é acusado de empregar filhos e outros parentes em postos-chave da administração. Seu ex-ministro da Saúde e antigo número 2 do partido, Maithripala Sirisena, transferiu-se para a oposição e deve ser seu principal adversário na corrida eleitoral de janeiro. Desde o anúncio da candidatura, no mês passado, apoiadores de Sirisena têm sofrido ataques pessoais e a suas casas.

Sirisena prometeu abolir os poderes presidenciais e reforçar a autoridade do Parlamento e do Judiciário. “Vamos acabar com o governo da família do presidente, reforçar a liberdade, a democracia e construir um país sem corrupção nem medo”, disse. Fonte: Associated Press.