Os alemães foram às urnas hoje para decidir se darão um segundo mandato à chanceler Angela Merkel, em meio a graves problemas econômicos e ameaças de extremistas islâmicos por conta do papel da Alemanha no Afeganistão. Uma das últimas pesquisas divulgadas antes do início da votação indicava que a conservadora União Democrata Cristã (CDU), de Merkel, receberia 33% dos votos, contra 25% para o Partido Social Democrata (SPD) e 14% para o Partido Liberal (FDP).

Embora Merkel apareça em todos os cenários como favorita para continuar liderando o país, sua expectativa é receber votos suficientes dos cerca de 62,2 milhões de eleitores alemães para que a CDU possa dar fim a sua atual coalizão com o SPD e formar uma aliança com o FDP. A segurança foi reforçada hoje em toda a Alemanha, que teme retaliações de extremistas islâmicos por causa da presença de 4,2 mil soldados alemães no Afeganistão.

A Alemanha é o segundo maior país exportador do mundo, depois da China, e a segunda maior economia entre as 27 nações da União Europeia (UE). Merkel tem mantido a taxa de desemprego em cerca de 8% durante a crise global por meio de contratos de curto prazo apoiados pelo governo.

A economia alemã voltou a apresentar crescimento moderado no segundo trimestre e há dados mostrando aumento na confiança empresarial, mas espera-se que o produto interno bruto do país contraia 5% ou mais este ano, o que seria, de longe, o pior resultado do PIB alemão desde a Segunda Guerra Mundial.