Cerca de 10 mil egípcios reuniram-se nesta sexta-feira na Praça Tahrir, no centro do Cairo, para marcar o primeiro ano da chamada “Sexta-feira de Fúria”, dia crucial para o levante popular que derrubou o presidente Hosni Mubarak. No ano passado, as forças de segurança agrediram manifestantes na praça, matando e ferindo centenas. Milhões de egípcios foram às ruas na ocasião, pedindo democracia e reformas sociais.

Um ano depois, os políticos islâmicos e os liberais mostram-se divididos. A Irmandade Muçulmana venceu as eleições parlamentares e nota que o governo militar prometeu entregar o poder após as eleições presidenciais marcadas para junho. Já os liberais suspeitam que os militares querem manter algum poder e prometem manter os protestos. Além disso, exigem julgamentos para os membros do conselho militares responsáveis pelas mortes de manifestantes nos últimos meses.

Gritos de “abaixo o conselho militar” e pedidos de vingança pela morte de manifestantes foram ouvidos na praça nesta sexta-feira. “Nós não podemos celebrar quando não há justiça para aqueles que foram mortos”, afirmou Amr Sayyed, de 30 anos. “A Irmandade Muçulmana fala de justiça, mas não sobre como ou quando.”

Na quarta-feira, centenas de milhares de pessoas se reuniram na Praça Tahrir para marcar o primeiro aniversário do início do levante. A manifestação foi pacífica. As informações são da Associated Press.