Autoridades do Egito vão levar a julgamento ao menos 43 pessoas, muitos delas estrangeiros, incluindo americanos, que trabalham em organizações não governamentais, sob acusação de financiamento estrangeiro ilegal. Representantes de ONGs americanas no Cairo disseram não saber se o encaminhamento das acusações a um tribunal levaria à prisão desses funcionários, mas eles terão que se apresentar à corte egípcia para serem formalmente citados.

Entre os americanos acusados está Sam LaHood, chefe do Instituto Republicano Internacional, que tem escritório no Cairo. Ele é filho do Secretário de Transportes dos EUA, Ray LaHood, o republicano mais bem colocado na administração Barack Obama. De acordo com a Associated Press, outros 18 americanos seriam alvo de acusações.

A ação da Justiça egípcia pode abalar a boa relação entre Egito e Estados Unidos, algo visto como crucial para a paz na região. O caso vem à tona um dia depois de a secretária de Estado, Hillary Clinton, ter advertido o Egito de que a ajuda militar americana, de US$ 1,3 bilhão ao ano, para o país estaria ameaçada.

O governo egípcio tem gradualmente endurecido a vigilância sobre três ONGs americanas que atuam no país. Ele acusa essas organizações de operar sem a permissão devida e distribuir recursos com objetivos políticos, sem o consentimento do governo. Em declarações públicas, líderes egípcios acusam as ONGs de financiar dissidentes e ativistas contra o governo em uma tentativa de desestabilizar o país. As informações são da Dow Jones.