?Droga do estupro? causa pânico em Cambridge

Um suposto estuprador está semeando o pânico no campus da universidade britânica de Cambridge, depois que duas estudantes denunciaram que um desconhecido colocou Rohipnol, a chamada “droga do estupro”, em seus copos durante uma festa. As jovens só se salvaram porque, aos primeiros sintomas, perceberam o que ocorria e foram ao hospital.

O narcótico, também usado no Brasil no golpe “Boa noite Cinderela”, não tem cheiro nem gosto, e dez minutos após ser consumido deixa as vítimas totalmente aturdidas e desorientadas.

As duas estudantes relataram que sentiram dificuldade em falar ou mover-se, e desmaiaram logo em seguida. Ao despertarem, não se lembravam de nada que havia ocorrido. Segundo o jornal “The Times”, os professores de uma das alunas estão fazendo uma investigação independente, e já contataram 750 estudantes recomendando que ficassem atentos.

“A segurança de nossos estudantes é prioritária para nós”, declarou ao jornal o professor John Ford. “Estamos em contato permanente com as alunas em questão, dando total apoio, as duas querem continuar os estudos e estão tentando esquecer este incidente”. “Foi uma tentativa de estupro”, advertiu Jo Read, representante feminina do diretório estudantil.

Os estupros cometidos com a ajuda de drogas, principalmente o GHA, mais conhecido como “ecstasy líquido”, e Rohipnol, estão se registrando com uma freqüência cada vez maior na Grã-Bretanha.

Em 2001, foram denunciados 164 casos desse tipo em Londres, e no ano passado o número subiu a 192. O Ministério do Interior alertou porém que o total de denúncias não reflete a dimensão real do delito, pois muitos casos podem não ter chegado ao conhecimento da polícia.

As “drogas do estupro” causam a perda temporária da memória, fazendo com que as vítimas tenham uma lembrança muito tênue, ou nenhuma, do que aconteceu quando estavam sob seu efeito. Assim, o estuprador consegue não só que a vítima não apresente resistência, como também não se lembre de sua aparência, alertaram as autoridades.

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