O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, quebrou o silêncio sobre a Venezuela nesta sexta-feira, durante a cúpula da União Europeia (UE) com lideranças da América Latina e do Caribe. Tusk declarou que está insatisfeito com a “declaração” final da cúpula, que reuniu 61 países, pois não tomou uma posição mais forte contra as violações de direitos humanos na Venezuela.

“Eu não estou totalmente satisfeito com o teor da nossa declaração, mas, como vocês sabem, a declaração é como um compromisso entre mais de 60 países, do lado europeu e da América Latina”, disse Tusk a repórteres. “É claro que não há espaço para a falta de compromisso quando se trata de direitos humanos e toda a minha vida é dedicada aos direitos humanos”, comentou.

O tom do comentário de Tusk contrastou com a declaração divulgada na quinta-feira, que citou as sanções dos Estados Unidos contra a Venezuela, chamando-as de “medidas coercitivas”, mas não mencionou as ações da Venezuela.

O presidente do Equador, Rafael Correa, representando as nações da América Latina e do Caribe, criticou as sanções dos Estados Unidos, chamando-as de unilaterais e ilegais e não mencionou preocupações em relação as tensões na Venezuela.

Os líderes europeus estão atentos a repressão contra dissidentes e a prisão de adversários políticos do governo de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. Em março, o parlamento europeu pediu que a Venezuela libertasse prisioneiros políticos e acabasse com a perseguição de oponentes. Entretanto, a Europa não demonstrou interesse em impor sanções juntamente com os EUA.

Desde a morte de Hugo Chávez, há dois anos, Maduro tem lutado para manter o controle sobre o país. Ele enfrentou protestos em massa da população no último mês. Fonte: Dow Jones Newswires.