O vice-embaixador da Líbia na Organização das Nações Unidas (ONU), Ibrahim Dabbashi, pediu hoje ao líder do país, Muamar Kadafi, que renuncie. Segundo ele, se Kadafi não deixar o poder, “o povo líbio irá se livrar dele”.

Dabbashi também apelou à comunidade internacional que imponha uma zona de restrição aérea sobre o espaço aéreo líbio, para evitar que Kadafi traga mercenários, armas e outros suprimentos de países africanos para abastecê-lo e às suas bases leais.

O diplomata líbio disse que a delegação líbia na ONU também apela ao Tribunal Penal Internacional (TPI) que investigue possíveis crimes contra a humanidade cometidos contra o povo líbio durante os atuais protestos.

A organização não governamental norte-americana Human Rights Watch (HRW) afirmou que os confrontos durante os protestos contra o regime de Kadafi na Líbia, iniciados em 17 de fevereiro, já deixaram 233 mortos.

Alerta

A Itália colocou hoje suas bases aéreas militares em alerta máximo, após dois caças de combate líbios terem escapado da Líbia e pousado em Malta, informou a agência Ansa. A fuga dos pilotos líbios ocorre em meio a violentos protestos contra o governante da Líbia, Muamar Kadafi, que já deixaram mais de 230 mortos.

A reportagem, citando fontes oficiais, também disse que “um número significativo” de helicópteros da Marinha e da Força Aérea da Itália foram enviados ao sul do país. A reportagem não dá mais detalhes sobre o deslocamento militar. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.