A explosão de dois carros bomba na cidade de Mosul, norte do Iraque, e o ataque de oito homens contra a casa de um professor no centro do país deixaram pelo menos dez mortos hoje. A violência varre o Iraque no momento em que o governo xiita e outras facões políticas debatem a possibilidade de pedir que algumas forças norte-americanas permaneçam no país após 31 de dezembro, o prazo final para que todos os militares dos Estados Unidos deixem o Iraque, após mais de oito anos de guerra.

O nível de violência está bem abaixo do registrado durante as intensas lutas sectárias entre xiitas e sunitas em 2006 e 2007, mas os militantes estão novamente intensificando os ataques em todo o país. Isso eleva as preocupações sobre o que vai acontecer quando os 47 mil militares norte-americanos, que ainda estão no Iraque, forem embora.

Policiais e funcionários hospitalares em Mosul disseram que dois carros-bomba explodiram quase simultaneamente, matando seis pessoas. Pelo menos uma das bombas parecia ter como alvo uma patrulha de polícia. Mosul é a terceira maior cidade do Iraque, 360 quilômetros a noroeste de Bagdá, e um dos refúgios mais persistentes de insurgentes. Abdul-Rahim al-Shimmari, integrante do conselho provincial, disse que 52 pessoas ficaram feridas. O outro carro explodiu cerca de quatro minutos mais tarde.

No outro ataque, oito homens armados invadiram a casa de um professor durante a noite, matando seus três filhos e uma filha, informou Mohammed al-Asi, porta-voz da província de Salahuddin, região central do país. Segundo ele, os homens estavam num micro-ônibus e fugiram após o ataque a uma vila nas proximidades de Tikrit.

As autoridades investigam o crime para saber se foi um ato insurgente ou resultado de um conflito tribal. Tikrit é a cidade natal de Saddam Hussein e fica a 130 quilômetros ao norte de Bagdá. As informações são da Associated Press.